segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Embaraçosamente encadeados


Esfregar uma maçã na cara do outro, como reprovação de uma piadinha infame. Falar uma teoria boba sobre rodas e parafusos e receber um comentário de aprovação. Devorar coraçõezinhos (aqueles de galinha), na varanda. Adentrar quarto afora, encontrar alguém lá dentro. Ouvir a lembrança de uma briga feia, seguida de risadas. Entender o funcionamento da resistência (aquelas de chuveiro). Chorar por não ter 4 mil reais mensais pra dar pro pai, vida de merda. Rodoviária, sempre, maldita. Acordar cedo, meio de sobressalto, abrir um olho só, tamanho o sono, e querer acreditar que não, aquilo não tá acontecendo. Ter muita dor, no corpo todo, por dentro também. Gritar, bem menos, mas ainda assim achar que pode virar personagem de filme. Ou novela.

Você faz parte das minhas coisas não efêmeras.

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